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Tudo justifica a vontade de escrever.

Tudo justifica a vontade de escrever.

No Vazio das Ondas de Kanagawa

A esperança entre a crista e a depressão da um onda

Voltada para o mar, Mizuki ajoelhava-se e rezava a Susanoo, deus do mar e das tormentas, para que devolvesse o seu pai em segurança a terra firme. Desde de pequena que ela rezava para que as grandes ondas de Kanagawa não engolissem o seu pai, pescador de profissão, para as profundezas dos mares. Foi uma tradição que aprendeu com a sua mãe, que viu o seu pai ser levado por Susanoo, juntamente com outros membros da família. Desde então, é uma tradição da família rezar, queimar (...)

Hoje, Viajei para o Japão

Acordei, preparei uma chávena de chá e sentei-me na poltrona que se encontra de frente para a janela da varanda do meu quarto. Ao longe, via a Serra da Freira coberta por uma leve neblina característica de manhãs frias de inverno. Ainda com o pijama do Homer Simpson a beber cerveja, cobri-me com a manta de lã que me ofereceram pelo Natal com desenhos do Batman impressos num dos lados. Olhei a serra enquanto bebia um chá de canela e gengibre, aconchegado pela manta, dando uma (...)

As Romarias na Vila Onde Eu Vivi

Continuando as memórias, não podia esquecer as romarias que se faziam na vila de Caneças

As festas e romarias, onde cresci, sempre fizeram parte da minha infância. Havia carrosséis, tendas a vender artigos de loiça e verga, e ainda havia espaço para as míticas rulotes com cassetes à venda onde colocavam as últimas tendências a tocar em alto e bom som. Claro que ali pelo meio ficava um misto entre as músicas que eles tocavam e as que os carrosséis tocavam, criando, às vezes, um remix de música eletrónica com a música popular portuguesa. Era algo que ensurdecia (...)

Nartzweiler-Struthof: A viagem que mudou a minha forma de ver a vida

Se há viagens que nos mudam, visitar o campo de concentração de Natzweiler-Struthof é uma delas. 

Para muitos seria estranho escrever sobre uma viagem em tempos de pandemia. Para mim não é estranho. É recordar os momentos e partilhá-los com todos aqueles que, da mesma forma, procuram recordar, sonhar e viver.  Transporto-me numa viagem pelo tempo ao ano de 2007, em maio. Eu e mais alguns alunos conquistamos o direito de visitar o Parlamento Europeu e participar, juntamente com outros alunos da Europa, num ciclo de debates e propostas para melhorar a qualidade do ambiente, (...)

A Arte de Relaxar Vs. Procrastinação

Com transformar a procrastinação numa ferramenta de produtividade?

Todos temos dias em que adiamos uma tarefa ou outra, nem que seja por 10 minutos. Os motivos podem variar, desde uma simples pausa para beber um café, até àqueles minutos extras na cama. O grave é que sabemos que temos de terminar projetos para entregar aos clientes e que podemos falhar os prazos acordados.  Não acho problemático ficar mais minutos na cama, parar para tomar café, ou conversar com alguém, desde que se consiga cumprir os prazos (...)

Memórias da praia no mês de agosto

Ficava sempre empolgado quando chegava o verão, não só pelas noites que referi no texto Aquelas Noites de Verão, mas, também pelas idas à praia. Posso dizer que foram as viagens mais longas que fiz durante a minha infância. Mas, elas só foram interessantes até ao momento em que deixei de querer brincar com pás, baldes e areia. A partir do momento em que não quis (...)

Dia Internacional dos Povos Indígenas

Hoje, 9 de agosto de 2021, celebra-se o Dia Internacional dos Povos Indígenas, que tem como objetivo promover e proteger a identidade cultural de todos os povos espalhados pelo mundo. Foi instituído pela ONU, em 1994. Também é uma forma de agradecimento ao contributo destas culturas para a proteção ambiental e uma forma de incentivo ao envolvimento da sociedade com os povos indígenas. Infelizmente, estes povos têm sido marginalizados pelo racismo, intolerância e pobreza. Este (...)

Viver a magia das palavras

Há magia em pegar numa folha de papel e escrevê-la. Pode nem ter lógica o que escrevemos. Não precisa. Esse bocado de escrita fará parte de algo que, combinado com outros, será maior e com lógica. Um exemplo disso são os dois livros que publiquei com pequenas histórias paranormais. Eram só histórias soltas. Nenhuma com mais de 5000 palavras, mas, combinadas, permitiram publicar 2 livros. Escrever é bom, nem que seja só para aliviar. É um dos motivos que leva os psicólogos (...)

Os rapazes daquela aldeia.

Tudo começou numa aldeia do interior de Portugal. Um grupo de rapazes queriam ser alguém e conhecidos. Por incrivel que pareça, eles conseguiram ser alguém e conhecidos. Esses rapazes, que andam na boca dos portugueses, são conhecidos por roubarem Portugal. (Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência)

Aquele texto que nunca mais sai

Já passou quase um mês desde que abri este blogue. E o segundo texto demora em aparecer publicado. Bem, já não demora, uma vez que este acaba por ser o segundo texto que publico. E foi preciso quase um mês para publicar um novo conteúdo neste espaço digital dedicado à escrita e à leitura. Penso que me desculpar com os habituais argumentos para a falta de assiduidade editorial estão mais que esgotados. Não por mim, mas por um conjunto de escritores que os usam sistematicamente (...)